Moradia Estudantil da UFSC

A construção do primeiro bloco da moradia estudantil (Bloco Social) pela UFSC destinado às reivindicações dos estudantes, surgiu em 1996 após uma gama de  necessidades existentes desde a década de 50. O projeto previsto idealizava a construção de dois blocos, sendo um para moradias e outro para lazer e atividades sociais, este segundo construído apenas em 2007, também abrigando estudantes. Os dois blocos, no entanto, não foram o suficiente e em 2009 abrigava 153 moradores que expunham as diversas problemáticas da construção, entre elas a má circulação de ar, a pouca metragem e mobiliário por estudante, ambientes não acessíveis, ausência de áreas de estudo e lazer. 

Mediante as queixas, o Ateliê Modelo de Arquitetura, orientado pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Américo Ishida, juntamente com o Diretório Central dos Estudantes/UFSC e com os estudantes residentes da moradia estudantil propuseram um projeto como alternativa. Entretanto, a obra foi embargada pelo Ministério Público Federal de SC, porém como a reforma já estava licitada, foi assinado um Termo de Ajuste de Conduta. O TAC foi significativo para o projeto licitado, pois possibilitou confortos urgentes, como limitação de 6 para quatro pessoas por quarto.

No segundo semestre de 2010 o projeto recebeu uma nova diretriz: o projeto de mobiliário do novo prédio. Além dos participantes antigos, passaram a compor o projeto a Casa do Estudante Universitário – CEU/UFSC, o grupo Floripa Acessível e a coordenação da PRAE – Pró Reitoria de Assuntos Estudantis. O projeto foi desenvolvido com atenção especial para o desenho universal, sendo dois cadernos: um com desenhos e outro com descritivos. Para o processo de compra e acompanhamento foi concedida uma bolsa de estágio pela PRAE até dezembro de 2011. 

Ainda restaram questionamentos relacionados a moradia como a ampliação de vagas da moradia através de novos prédios e novas estratégias construtivas. É necessária a elaboração do Plano Diretor do campus da UFSC, com uma visão que se atente às necessidades da construção, que além de contemplar uma proporção maior de estudantes dependentes da moradia, aborde sugestões para as problemáticas da cidade urbana, como edifícios verdes e sustentáveis.

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