CooperMajor

Centro de Produção de Suco Industrial de Major Gercino

O presente projeto surge de um acordo de cooperação entre o Ateliê Modelo de Arquitetura (AMA) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI). O objetivo principal é colaborar no planejamento da implantação de uma unidade produtora de sucos da Cooperativa Agroindustrial do município de Major Gercino (COOPERMAJOR). O projeto, em consonância com os objetivos da extensão universitária na UFSC e do próprio estatuto do AMA, procura difundir a atividade acadêmica e, ao mesmo tempo, atender a populações sem possibilidades de ter acesso ao trabalho profissional do arquiteto e urbanista.

Histórico

Com aproximadamente  40 famílias produtoras, distribuídas em uma área de aproximadamente 90 hectares e com uma produção anual superior a mil toneladas de uvas, o município de Major Gercino é o oitavo maior produtor de uva de Santa Catarina.  No ano de 2004 foi fundada a Associação de Desenvolvimento da Microbacia de Pinheiral junto ao programa da Secretaria de Estado da Agricultura, o Projeto Microbacias 2, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimentos das comunidades. 

Através do Projeto Microbacias 2, a Associação conseguiu recursos para desenvolver a produção de suco de uva, surgindo então a ideia de industrialização da produção local. Para isso, se buscou a parceria do Banco do Brasil através do projeto Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS), do Sindicato dos Trabalhadores de Major Gercino, da Prefeitura Municipal de Major Gercino, e da EPAGRI.

 Em 2014, o Ateliê Modelo de Arquitetura (AMA) foi então convidado pela EPAGRI para participar do desenvolvimento do projeto da unidade de produção de sucos. O projeto consistiu no planejamento e implantação dessa unidade produtora de sucos de forma a potencializar o recurso garantido pela cooperativa e assegurando sua melhor situação no terreno escolhido de acordo com os fluxos de produção necessários.

Objetivos do Projeto

  1. Realização oficinas participativas de projeto, visando tanto a interação entre diversas instâncias organizativas da cooperativa (cooperados, engenheiros, entidades financeiras, agrônomos, etc) como também a politização no sentido de perceber a influência das decisões no espaço construído e no contexto da comunidade;
  2. Fomentar o desenvolvimento econômico da cidade, através da produção industrial, do turismo e da conformação de um bloco econômico formado pelos pequenos agricultores da região;
  3. Resgatar e proteger a história da comunidade através da utilização de técnicas construtivas e materiais tradicionais, e assim desenvolver também a identidade visual da cooperativa;
  4. Elaboração do projeto arquitetônico otimizando a utilização de recursos, tanto de construção como de manutenção do espaço, prevendo também futuras expansões para produção de outros produtos e apropriando-se de aspectos ambientais e topográficos do sítio de implantação em prol do desenvolvimento sustentável.

Metodologia

A metodologia de trabalho proposta foi pensada a partir de uma visão participativa de projeto social: através de reuniões internas da equipe, atividades abertas com as famílias cooperadas, mutirões de discussão e proposição, seminários e oficinas técnicas que promovessem a autonomia e o protagonismo social da comunidade. Nas três oficinas realizadas foram promovidas dinâmicas de integração, palestras e amplas discussões sobre o projeto buscando-se assim um contínuo diálogo e troca de conhecimentos entre a equipe da UFSC e a comunidade. Dessa forma o projeto estruturou-se em 4 etapas: 

1) Levantamento: Reuniões preliminares de organização, pesquisas de base para a compreensão da situação da cooperativa, levantamentos físico e fotográfico do local de implantação do empreendimento. Além disso, também foi realizada uma primeira oficina junto aos cooperados como forma de apresentar os projetos e recolher as demandas iniciais. 

2) Lançamento de propostas: Na segunda etapa pode-se aprofundar as ideias, conceitos e os princípios norteadores do projeto a partir de uma segunda oficina. Dessa forma foi possível elaborar um desenho detalhado a partir de estudos de viabilidade econômica, alternativas construtivas, uso da mão de obra local e etc.

 3) Anteprojeto: Terceira oficina para discussão mais refinada sobre os projetos: arquitetônico, urbanístico, paisagístico, infraestrutura, complementares, técnico-social e de fomento às atividades rurais. Nessa oficina foram decididos as materialidades e os últimos ajustes no anteprojeto.

4) Projeto Executivo: Nesta etapa foram elaborados os projetos de execução, plantas, cortes e fachadas para aprovação junto a prefeitura. Também foi realizado o acompanhamento da execução do projeto, compra de materiais, gerenciamento da mão de obra.

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Dinâmicas durante a primeira oficina.

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Primeira oficina realizada com a comunidade.

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Segunda oficina realizada com a comunidade – construindo um mapa mental.

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Terceira oficina – projetando em conjunto.

Resultados

Por meio da metodologia acima citada alcançamos um maior contato com as famílias, além de promover a união entre os cooperados – uma vez que antes das oficinas não havia entre eles o costume de reunirem-se. Com essa aproximação, conseguimos projetar em conjunto com a comunidade, possibilitando a participação de todos nas tomadas de decisões projetuais – um dos objetivos estabelecidos pelo estatuto do AMA.

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Como resultado do projeto, a cooperativa e seus produtores associados obtiveram o aumento do valor agregado à sua produção. A mais-valia adicionada na produção de sucos possibilita  duplicar o valor econômico da colheita. Indiretamente espera-se que o projeto atue no desenvolvimento econômico do município.

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Participantes do projeto:

Angelina Moralles 

Camila Costa Curta

Débora Fischer Silva 

Arthur Furtado da Silva

Bernardo Arruda Silveira 

João C. Bernardo

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