AMPAF

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AMPAF (Associação dos Moradores do Parque da Figueira) (2018 – 2020)

O Projeto AMPF, atualmente finalizado, consiste na elaboração da nova sede da Associação de Moradores do Parque da Figueira, localizado no bairro Monte Verde em Florianópolis.

Devido a problemas estruturais na edificação da associação, que ocasionaram o seu abandono e uso indevido, ela foi demolida pela prefeitura no dia 18 de fevereiro de 2010. Desde então, a associação de moradores existe apenas juridicamente, pois não possui um espaço físico para o desenvolvimento de atividades para a comunidade. Atualmente as reuniões acontecem nas casas dos moradores e a partir disso o presidente da associação solicitou a ajuda do AMA para a realização de um projeto arquitetônico para ser usado como parâmetro para o patrocínio das empresas da região.

ESQUEMA 01

O projeto começou em meados de setembro de 2018 com 12 integrantes, sendo sua primeira etapa a compreensão do local e da comunidade. Foram realizadas visitas ao terreno da associação e organizadas dinâmicas e questionários online sobre pontos positivos e negativos do local e algumas outras informações dos usuários sobre o local. 

ESQUEMA 02

ESQUEMA 03

As respostas obtidas, e a análise de comportamento e conversas durante a realização das atividades, formou o plano de necessidades da Associação de Moradores do Parque da Figueira, que consistia em tratar o terreno mais como um grande espaço público do que apenas algo edificado. Desta forma, o projeto tomou o potencial de ser tratado como a praça pública que tanto falta na área, além do programa inicial de instalação da sede da Associação. O terreno e suas dimensões dão suporte para tal ato e em conversa com membros representantes da Associação viu-se que a proposta estava de acordo com o esperado pelos moradores. 

ilustração AMPAF-1

A partir da busca de referências projetuais, de estudos de zoneamento e de testes de volumetria em maquete física e digital, chegou-se ao desenho da proposta de intervenção arquitetônica-urbanística, que contempla os seguintes espaços, partindo da porção mais alta do terreno: 

  1. i) uma arquibancada voltada para o campo de futebol, que lhe serve de apoio nas atividades esportivas realizadas pela Associação, em seu projeto social com as crianças do bairro.

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  1. ii) uma arquibancada em formato de zigue-zague, que se adapta à silhueta do terreno, de forma a respeitar seu desnível natural e as árvores pré-existentes e impermeabilizar pequena quantidade de solo. A partir dela, cria-se espaços agradáveis de estar e permanência sob a sombra das árvores. A arquibancada se conecta, ainda, a um platô já existente no terreno, que pode servir de palco para manifestações artísticas e/ou aulas ao ar livre.

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iii) uma praça seca que compreende dois espaços: o de lazer infantil e a edificação da Associação. O primeiro, possui mobiliários que instigam a imaginação e a criatividade das crianças, se mesclando, ainda, com espaços de estar e uma conexão com o platô citado no item anterior. O segundo, é a sede compacta da edificação, que possui um espaço multiuso, uma pequena copa, um depósito, lavatórios, sanitários e um vestiário. 

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Por fim, é importante ressaltar que a promoção de melhores condições urbanísticas e de acessibilidade e segurança foram aspectos norteadores do desenvolvimento do projeto para este espaço público. Buscou-se, através dele, reforçar a AMPAF enquanto organização coletiva, importante para a melhoria da qualidade de vida da população do bairro, munindo-a de espaços que favoreçam as trocas entre moradores, as práticas esportivas e o lazer e que possibilitem o pleno desenvolvimento de suas atividades.

 

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Membros

Ethieny Rossato Kramer,

Keli de farias Alves,

Lidiane Richartz,

Maria Carolina Furlan Romi,

Milena Pauli Besen.

Professor Orientador

João Paulo Schwerz